O coração do coração, lugar nenhum

Participante – Quero compartilhar algo sobre a pergunta “quem é você?”: ocorre-me que a resposta esteja em algum lugar onde está o coração. E onde está o coração? Minha preocupação é que a mente sempre tenta localizar, concluir. Então, quando dizemos “coração”, isso logo aponta para um conceito – conhecido pela mente. A pergunta “quemContinuar lendo “O coração do coração, lugar nenhum”

Nem isso, nem aquilo

Para saber quem você é, é possível ler a seu respeito em algum livro? Na verdade, não. Há muitos livros que falam de “você”, mas não passam de apontamentos. E não falam de você exatamente, pois do que você realmente é, é impossível falar. Nesse sentido, até o conhecimento fundamental é intermediário e não serveContinuar lendo “Nem isso, nem aquilo”

Livre da mente, livre de si

A pauta da mente é não ter um Mestre, é “ser livre”; ela quer ser livre para permanecer inconsciente. Mas se olharmos de outra perspectiva, quando se entrava numa ordem de meditação, como a Zen, por exemplo, toda a sua “liberdade” era perdida. “Você” – a mente – não podia mais isso, não podia maisContinuar lendo “Livre da mente, livre de si”

Desperta: nem você, nem sentidos

Muito se tem falado em “despertar”, mas você sabe o que isso significa? Despertar significa sair da ilusão de quem você pensa ser e voltar-se à verdade daquilo que somos originalmente. Esse é um trajeto muito curto, no entanto, muito difícil, porque você se identifica com aquilo que pensa. E você não quer soltar oContinuar lendo “Desperta: nem você, nem sentidos”

A blusa da cebola esconde nada

Já descascou uma cebola? A cebola tem camadas sobre camadas. Mas se você busca o caroço da cebola, não encontra. São apenas camadas e camadas. Camadas mais duras, externas; camadas muito tenras, internas. E no centro de todas as camadas não tem nada. Essa é uma metáfora bastante representativa para elaborar o que significa, verdadeiramente,Continuar lendo “A blusa da cebola esconde nada”

O indefinível isso

Talvez na sua solitude caseira você não consiga acessar diretamente a observação inerente, e romper esse elo que existe entre quem você pensa ser e os acontecimentos à sua volta. Por isso é fundamental aceder à autoinvestigação: Quem é você? Se quer encontrar a si mesmo, você tem que parar de se identificar com aquilo queContinuar lendo “O indefinível isso”

O quereres, o depois e o antes de tudo

O encontro com a Verdade convida a ver que você não precisa querer nada, nem se preparar para depois, porque não tem depois e não há quem queira. Porém, tal proposta se torna extremamente incompreensível devido ao seu condicionamento. De uma maneira geral, nenhum de nós foi convidado a viver tal realidade – livre dosContinuar lendo “O quereres, o depois e o antes de tudo”

O imenso desconforto e a paz inerente

“A Verdade, o encontro consigo mesmo, não irá, de nenhuma maneira, propor que você melhore qualquer coisa no espaço ou atinja qualquer meta no tempo.”